Força de Pai 2020

HISTÓRIA


O projeto surgiu em 2017, em Belo Horizonte. Nossa principal premissa era ter um ambiente totalmente masculino onde homens pudessem expressar sobre a paternidade sem medo de serem julgados. Sendo assim criamos um evento onde somente homens pudessem entrar.
Em um mundo onde a maioria dos homens não compartilham dos cuidados dos filhos com sua companheira, criar um evento tão excludente poderia ser mais um entre milhares de programas que, novamente, sobrecarregaria a mulher com os cuidados dos filhos.
Assim que o Força de Pai foi lançado as críticas chegaram com tudo. Frases como “Homem fazendo homisse” ou “Bela iniciativa promover a paternidade e vetar a entrada de crianças e mães”. As críticas não eram infundadas já que, o “normal” é a mãe sempre sobrecarregada com as atividades de cuidar dos filhos.
Nós do Força de Pai, acreditávamos em algo maior, acreditávamos que ao fim do evento transformaríamos muitos daqueles homens que ali estavam e que eles mudaríam a sua forma de ver o papel deles com pai. Foi exatamente isso o que aconteceu, presenciamos o poder da terapia em grupo, vimos homens que entraram com uma postura totalmente defensiva e saíram totalmente transformados.
No mesmo dia após o evento, começamos a receber relatos de mulheres e de participantes falando da transformação que havia ocorrido naquela noite. Então tivemos certeza que nosso objetivo foi alcançado.
Entramos lá como homens pais nota 8 e saímos com a absoluta certeza que não éramos nem nota 3.

QUEM EMBARCA NESSA COM A GENTE


Adriano Bisker @paidecinco
Angelo Nunes @papai_e_papia
Andre Nunes @papai_e_papia
Cézar Sant’Anna @cezarsant_anna
Daniel Carvalho @lutodohomem
Dudu Benon @3abordobr
Fernando Alvarenga @paideverdade
Geraldo Lelis @sosendopai
Humberto Baltar @paispretos
Ismael dos Anjos @ismaeldosanjos
Leandro Ferreira @leferreiraafp
Leandro Ziotto @4_daddy
Leo Piamonte @paternidade_sem_frescura
Luciano Ramos @paispretos
Marcelo Cafiero @entrefraldaspodcast
Marcelo Singulani @marcelosingulani
Marcos Piangers @piangers
Marquinhos Oliveira @marquinhossmoliveira
Otávio leal @paivemca
Rafa Andrade @semchoro
Rafa Noris @rafanoris
Rodrigo Cornélio @entrefraldaspodcast
Rodrigo Morais @o_homem_e_a_depressao
Sérgio Nardini @paiderodinhas
Simão Barcelos @simaoaugustobarcelos
Tiago Koch @homempaterno

TEMAS ABORDADOS


A repressão das emoções nos homens tem um alto custo e os obriga a viver a masculinidade como fator de risco: brigas, guerras, uso de drogas, tráficos de seres humanos ou suicídios são ações claramente masculinizadas, e demonstram as dificuldades dos homens para criarem vínculos afetivos e íntimos.

Jorge Garcia Marin

A transformação do homem em pai e da mulher em mãe. Como transpor a neblina e se reencontrarem do outro lado?

Flávia Linhares


A paternidade atípica demanda mais disponibilidade de tempo que a paternidade típica, pois envolve uma série de compromissos médicos e terapêuticos a mais. Além disso, requer mais estofo emocional. Fora isso, a paternidade típica e a atípica se assemelham em tudo: é preciso estudar e aprender. É preciso se desconstruir e reconstruir como pessoa.

Fábio Kreusch

Quais são as armas mais eficazes para combater o racismo? A reverência à nossa origem africana, a afirmação estética, medidas políticas? Esses questionamentos sempre estiveram comigo, mas um evento as tornou vitais, caso de vida ou morte mesmo: o nascimento dos meus filhos.

Lázaro Ramos

Para além de se entender como privilegiado, o branco deve ter atitudes antirracistas. Não se trata de se sentir culpado por ser branco: a questão é se responsabilizar. Diferente da culpa, que leva à inércia, a responsabilidade leva à ação.

Djamila Ribeiro

Criar uma receita do que ainda não existe — como as novas paternidades — pode parecer intimidador, mas uma experiência menos traumática do que aquela que experimentamos agora,⁵ com pais e filhos tão desencontrados. Os seres humanos são extraordinários quando percebem que podem inventar aquilo que ainda não têm, mas sonham ter. Por que não fazer o mesmo com a paternidade?

Luiza Sahd

QUEM ESTAMOS APOIANDO E POR QUÊ


O Força de Pai, desde sua origem, nunca teve fins lucrativos. O valor arrecadado este ano, em sua totalidade, será doado ao projeto Ninguém Solta a Mãe de Ninguém. Trata-se de um grupo de apoio ao empreendedorismo e acesso ao crédito comunitário para mães.
Considerando que nosso país possui mais de 11 milhões de famílias sem a presença paterna, nada mais justo que nós, pais responsáveis, possamos ajudar algumas dessas mães solo.
Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas no Instagram @ninguemsolta_amaedeninguem e no link

COMO PARTICIPAR

Os participantes poderão assistir a transmissão do evento pela página do Força de Pai no Facebook. Lembramos que a participação é gratuita, mas encorajamos as doações ao projeto Ninguém Solta a Mãe de Ninguém. No site do evento no Sympla, os valores de doação começam em R$5,00 (cinco reais), mas você pode optar por pagar um valor maior se quiser.
Como forma de agradecimento, somente os comentários e perguntas dos doadores poderão ser lidos e respondidos durante a transmissão, de acordo com a disponibilidade de tempo.
O período para doações se iniciará em breve, e o link será disponibilizado no perfil do Força de Pai no Instagram.

Texto de Rodrigo Morais

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